Mostrando postagens com marcador esses diálogos estão ficando cada vez mais longos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esses diálogos estão ficando cada vez mais longos. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
I
a vida cansada de quem foge
[Marc Johns]
- Estranho como é difícil fugir de quem você é...
- Uhum... Acho que, ou cada um procura descobrir quem é logo, ou fica o tempo todo correndo, sem nem saber do quê.
II
a vida confusa de quem vive ilhado na edição
- Pois é, a gente passa a vida cortando e colando imagens do que imagina que sejam as pessoas com quem vive, convive e acha que sabe como reagiriam às circunstâncias normais.
- Mas cada um faz isso tentando montar a sua própria imagem também, não faz?
- Faz sim, (ou tenta fazer). O negócio é que a nossa imagem de nós mesmo é muito mais volátil, ela está sujeita a todos os nossos pensamentos, 24h por dia, então na hora de montar o quebra-cabeças de nós mesmos, a gente se perde na edição.
- Ih... então acho que a solução seria que cada um se ouvisse com um pouquinho menos de freqüência.
III
as muitas vidas de quem procura quem é
- O que você quer dizer com isso?
- ...que o bonito das histórias é que elas deixam a gente sair da nossa vida para viver pelas sensações de outras pessoas, e... você sabe, né? as sensações nunca são fictícias.
domingo, 7 de dezembro de 2008
IV
A vida sem sensações de quem se perde nos excessos
- Mas que coisa estranha essa de que você precisa ir procurar no outro aquilo que você mesmo é...
- É, para isso eu só tenho um palpite: a gente não vê o simples porque presta atenção demais na sombra que a borracha esqueceu de apagar do desenho..