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domingo, 27 de maio de 2012

três enquadramentos para única ordem

[Barbara  Probst]


Sebastião é sujeito irresponsável. E imprevisível e infantil, e disponível pra qualquer afeto e, por isso, sempre à beira de um colapso, e sedutor, e anárquico, e preguiçoso, e amável e doce, e criativo, e bruto.

Teofrasto não tem rosto, desconhece a própria idade, é condescendente e tem necessidade de agradar. É gente de inspirações súbitas, conversa com a natureza e com os demônios do mundo, tenta provocar o aparecimento de estigmas na palma da mão esquerda, é tão sensível que não suporta o contato com a própria roupa. Não é construtivo nem destrutivo, é como se fosse uma antena.

Frederico é paciente e bom, não usa óculos, mas vê, porque tem sentido de responsabilidade e de conjunto. Sua função é andar pra frente, mas sempre só consegue se anda junto com Téo e Sebastião que, no entanto, parecem puxá-lo pra trás.


Os três nem pensam que seria possível libertarem-se: são compassos ternários em improviso.