quinta-feira, 27 de junho de 2019

café frio, e uma taça de rosé (a única coisa gelada na geladeira)



sexta-feira, 21 de junho de 2019

o ritmo como metáfora do amor 

segunda-feira, 6 de maio de 2019



"Blason de la ville de Riedwihr : Taillé, au premier de sinople au chou pommé d'Alsace d'argent, au second d'argent au crochet double en forme de S de sable posé en barre", me diz a Wikipédia quando quero saber como se diz couve em francês.

Ou: um brasão prum encontro antigo: parece que estou aqui há tanto tempo que tinha esquecido como a vida já foi o suco verde de cada manhã. 

domingo, 28 de abril de 2019

terça-feira, 26 de março de 2019

1922
Constantin Brancusi,
Sócrates

O oval amor : a admiração


Seus olhos são seus ouvidos, seus ouvidos são seus olhos, disse o romeno Brancusi, boquiaberto pelo Sócrates sonoro do seu mestre Satie
Ou: em 1920 Erik Satie encenou sua ópera Sócrates; dois anos depois, sussurrou mas você é deinós como Platão! no ouvido de Brancusi.


sexta-feira, 22 de março de 2019

ato 18



Final da décima quinta de suas Cartas Sobre a Educação Estética do Homem
Schiller, um paradoxo e uma promessa. 

“o homem só é completamente humano quando brinca” e nos assegura que esse paradoxo é capaz “de suportar todo o edifício da arte do belo e da ainda mais difícil arte de viver”

terça-feira, 19 de março de 2019

Meta-lament


Life piles up so fast that I have no time to write out the equally fast rising mound of reflections, disse V. Woolf.

The union of two natures for a time is so great,” respondeu Margaret Fuller 

Are we to despair or rejoice over the fact that even the greatest loves exist only “for a time”?, esqueci quem disse este. 

The time scales are elastic, disse Einstein depois de acordar com a cama molhada de suor, contracting and expanding with the depth and magnitude of each love, fazia tempo que ele não fazia amor, sabe, but they are always finite — like books, like lives, like the universe itself. Ohlala. Eita ferro.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Touquet

O dia está claro, eu comi, transei não faz tanto tempo e meu sol é ainda em virgem
E, no entanto, todo o trabalho parece embalado, sem plástico-bolha, no abismo.
Acordo cínico de sedução, como uma propaganda de perfume ou de família.

Cadê meu Sagitário pra varrer essa nóia ? coisa mesquinha...

E, no entanto.

Ou ainda:
Também isto (i.e., este jeito de dizer o isto da coisa) é mentiroso?
Também isto é desvio pro que, no profundo, é só preguiça?
Serviu para isto todo este tempo na academia? Para eu justificar a minha preguiça com uma saída bergman-cratiliana? Serviu para isto, todo este tempo de academia? Para execrar de uma vez toda a possibilidade de comunicação?

Ou ainda: a urgência da crise política me fez sentir o gosto da cama dos sociólogxs, dxs cientistas políticxs, dos geógrafxs. O gosto da cama que se sente inabalavelmente do lado certo da luta.
Admiro a luta, faço parte dela. Mas não moro permanentemente nesta cama. O que há dentro de mim que não consegue terminar esta frase.

Avesso do avesso do avesso do avesso