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quinta-feira, 31 de maio de 2012

era chuvinha fina com sol, invisível até, mas bem sentida porque também ventada.
e eu ali embaixo, de alma pesada e coração travado, na seca de quem não olha pra cima.

acontece que é esta a retórica das nuvens: chamar atenção pro céu.
e, em coisa de momento ou dois, as gotas me acupunturaram o coração.

só isso e pronto, o caminho é como sempre foi:
vou indo pra frente e, quando estiver começando a me sentir em casa, volto pra casa.