terça-feira, 5 de outubro de 2010

É que não tenho um filho.
Então me nino contando a imaginada de como isso seria.
Como é ser atenção de todo cuidado? Ser devoção pelos detalhes, saber urgência de amor que não quer nada em troca?
Quando olho assim, a metalíngua vem me dizer que tem hora e lugar para se saber filho de si.
É que, no profundo, eu sei que me amo, mas é amor de longe, amor de subsistência; coisa que se esquece à tarde.
Mas, na casca, não me amo nem por amor à vida, porque não é por amor de volta. Me amo por amor de ser, sinônimo de fazer.

2 comentários:

gui lherme disse...

você é muito é doida. =)

vernaculo disse...

eu fiz uma performance que eu andava com uma boneca na rua, beijava ela, amava ela e a chamava de gloria
foi uma pena ter que enterrá-la